O que muitos não veem
A lei que criou os Conselhos Regionais de Farmácia é de 1960. Técnica, seca, quase invisível aos olhos de quem passa correndo pelas normas. Mas ela sustenta algo muito maior do que parece. Algo que precisa ser relembrado todos os dias— por quem trabalha dentro e por quem observa de fora.
Os Conselhos de Fiscalização Profissional não são sindicatos. Não existem para representar classes, e sim para proteger a sociedade.
Fiscalizar o exercício da profissão é garantir que o conhecimento esteja a serviço da vida, com ética, responsabilidade e segurança. É impedir que o improviso ocupe o lugar da técnica. Que a omissão substitua o cuidado.
No CRF-RJ, essa missão não está só nos discursos institucionais. Ela se revela nos detalhes:
No som do carimbo que encerra um processo ético.
No toque dos dedos que digitam um parecer com base na dúvida real de um fiscal.
Na luz azulada da tela acesa até tarde, onde alguém termina um relatório.
Cada servidor carrega um pedaço dessa missão.
Não importa se atua no atendimento, na fiscalização, no jurídico ou no administrativo — tudo que se faz aqui, se bem-feito, tem impacto direto na segurança de quem recebe um medicamento, de quem entra em uma farmácia, de quem depende de um profissional habilitado.
A sociedade talvez não veja. Talvez não saiba. Mas sente.
Sente no silêncio das falhas que foram evitadas.
Na tranquilidade de um serviço prestado com responsabilidade.
No conforto de confiar em um sistema que funciona — mesmo que sem holofotes.
Por isso, mais do que lembrar da lei de 1960, é preciso lembrar do propósito que ela carrega. E fazer disso um lembrete diário:
estamos aqui para servir à vida — com técnica, com ética, com consciência.
